terça-feira, 3 de maio de 2011

Palavras embaralhadas

Pois bem. Hoje é um dos raros dias em que acordo mal humorada, triste, cansada, com vontade de desistir de tudo, pensando em não ligar mais pra nada. Então tenho que me arrumar, ir pra escola, aparentar que estou bem, guardar minha raiva no bolso, pensar em tudo, tudo mesmo, até em controles de TV, e continuar atuando. Eu sei que não sou a pessoa que mais tem problemas no mundo, mas tenho. Eu apenas os suporto. Quando posso resolver, resolvo. Quando não posso, continuo fazendo eles piorarem, sem saber o porque. Então, sinto saudade de tudo. De quando era criança, de comer chocolate, de chorar por pirraça, de ralar o joelho, de brincar, de amigos, de tudo. Sentir falta de tudo é uma coisa tão complexa, que você não sabe se sente falta, ou quer jogar tudo fora de uma vez pra esquecer e não sentir nada. O pior de tudo, é quando você não pode compartilhar essa falta com ninguém, porque quem sente é você. E por mais que você ache alguém muito parecido com você, mesmos gostos, opções e coisa e tal. O seu sentir, nunca vai ser o mesmo sentir dele. Então.. O que é seu fica com você, não dá pra você encontrar alguém que suporte seu mal humor todo dia, que viva sorrindo pra você só porque tem um carinho por você. Hoje, eu me imaginei num deserto, mas era um deserto diferente, um lugar onde nem se eu quisesse eu seria encontrada. Era um esconderijo perfeito. Onde eu poderia fazer tudo que eu quisesse, pensar e falar. O máximo que cheguei até esse "esconderijo perfeito" foi o meu quarto, e quase toda hora alguém vem aqui. Batem na porta, entra sem falar, deixa a porta aberta. Alguém fala lá fora e eu escuto. Mas é um lugar meu, minha fortaleza. Sempre estou aqui. Nos meus dias que nem eu me entendo, o meu quarto me abriga. Minhas paredes me escutam. Acho que assim não sinto falta de amigos. Quer dizer, sinto. Mas acho que eles não sentem falta de mim. Então também não sei se posso chamar eles de amigos. Meu coração dói por isso. Mas eu supero com um sorriso no rosto, lendo uma piada, escutando musica, assistindo á um filme engraçado. Só preciso sorrir, vou ficar bem.

Imaginar amar

De repente, me vi desejando alguém. Alguém à quem poder abraçar num dia frio, alguém em quem posso pensar, alguém para ser meu. Então imaginei, dei ao alguém o nome de Marcelo. Marcelo sempre está comigo, quando mais quero sua presença, é quando ele está lá. Quando quero um abraço, um sorriso, um beijo, um carinho, ou qualquer outra coisa que me faça bem. Ele me dá. Assim, sem eu precisar pedir. Ele adivinha meus pensamentos. Marcelo, pensa diferente de mim mas entende o meu pensar, age como quem ama alguém intensamente. Eu o amo. Ele me ama. Marcelo, só existe em meus pensamentos, em meus sonhos. No mundo real, onde quase nunca vivo, ele não está. Não falo sobre ele com ninguém. Eu o guardo num lugar bem especial, que não chega a ser o coração, mas é perto. Estou procurando o Marcelo. Vou procurar até achar. Marcelo, é só alguém que inventei, alguém que insiste em ficar nos meus pensamentos, sendo tudo o que eu quero. Eu vou achar ele, ele não vai me magoar. Tenho certeza que o Marcelo procura por mim, assim como procuro por ele.